sábado, 28 de maio de 2011

A HISTÓRIA PIRATA

Piratas são aqueles indivíduos que navegam pelo mar, assaltando outras embarcações na costa marítima. Para aqueles menos desinteressados por História, isso pode ser muito bem exemplificado pela franquia da Disney “Piratas do Caribe”, visto que, nos filmes, conferimos de perto os piratas e alguns de seus intuitos. A facilidade das trocas feitas nos mares, uma vez que o comércio marítimo, naquela época, era visto como bem mais rápido que o terrestre, fez com que o número de piratas se propagasse, já que passariam a saquear uma grande quantidade de embarcações à procura de objetos de valor.

O que nem todos sabem, no entanto, é que o termo “pirata” em si teve origem desde o século VII a.C., quando foi registrada, no mar Egeu, a primeira atividade desse tipo. A princípio implementada pelos gregos, a pirataria teve em outros povos sua propagação. Já na Idade Média, povos como os normandos – mais conhecidos como vikings -, e mulçumanos, se interessaram pelos produtos advindos deste tipo de atividade, passando, assim, a praticá-la. Posteriormente, marcharia aos mares europeus, em colônias nomeadas de “Caraíbas” (ou “Caribes”), que eram dotadas de um intenso número de piratas, interessados em levar os produtos pirateados de regiões da América até a Europa. No início, os piratas do Mar do Caribe saqueavam apenas navios espanhóis, todavia, como a Espanha começou a propagar o seu número de colônias, outras embarcações também passaram a ser alvos de pirataria. Na realidade, a própria nação espanhola começou a ser uma dos maiores incentivadoras para isso, uma vez que espanhóis começaram a enviar uma imensa quantidade de ouro e prata da América até países da Europa.


Imagens de navios piratas famosos
Vale ressaltar que nem todos os piratas da época citada praticavam atividades ilícitas. Algumas embarcações tinham que ser, de fato, sancionadas por países que estavam em guerra com os povos espanhóis. No entanto, realmente prevalecia a pirataria voltada aos meios tortuosos. À medida que se tornava mais fácil navegar pelos mares, a partir de mapas que passavam a ser confeccionados, o número de piratas e, conseqüentemente, navios saqueados aumentavam. Não somente interessados em riqueza material, essas pessoas também buscavam um intuito de liberdade, ou seja, serem abonados de quaisquer tipos de escravidão ou submissão. Muitos escravos ou empregados procuraram na pirataria uma forma de ascensão, não importando por qual meio “cresceriam” na vida.

O Combate aos Piratas

Como não poderiam simplesmente roubar e saírem ilesos, autoridades da época resolveram estabelecer, cada uma a sua maneira, formas de combate à pirataria marítima. Já no período que aconteceu o primeiro ataque a embarcações, que ocorreu, como citado anteriormente, no século VII a.C., o rei assírio Sennacherib implementou uma política a qual tinha como objetivo retirar os piratas da foz do Golfo Pérsico. Outro que procurava expulsar os responsáveis pela pirataria marítima era Alexandre, o Grande, que implementou tentativas de fazer com que o número de embarcações saqueadas diminuísse. Para isso, pensou em tirar todos os piratas que “trabalhavam” nas proximidades do Mar Mediterrâneo. Tanto Sennacherib quanto Alexandre, embora mantivessem autoridades plenas, não obtiveram êxito em suas ações, com o número de piratas apenas aumentando, ao invés de diminuir.

Outros nomes de peso tentaram, com ou sem ajuda, expulsar os saqueadores de mercadorias marítimas. Apelando para atitudes mais drásticas, como simplesmente exterminar os piratas. O general romano Pompeu, na época datada do século 67 a.C., foi um dos que obteve um resultado favorável, mesmo que não tenha conseguido acabar com a pirataria em si. Parecia que nada que fizessem poria fim às atividades ilícitas praticadas por estas pessoas, uma vez que, quanto maior demonstrava ser o crescimento econômico das regiões, maior se tornava o número daqueles interessados em usufruírem de toda a riqueza que o dinheiro poderia trazer. Tanto que, até hoje, ainda existem piratas, embora em quantidade bem menor.

Código de Conduta Pirata

Assim como pôde ser conferido em “Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra”, existe um código que regula a conduta pirata. Não chegava a ser uma legislação propriamente dita, obviamente, mas reunia um conjunto de regras que deviam ser obedecidas pelos que praticavam a pirataria marítima. Dizendo respeito à como os piratas deveriam se portar perante algumas situações, os artigos traziam uma compilação de regras que visavam uma maior harmonia entre os tripulantes dos navios, além de demonstrar que, em meio a estripulias, também existia bastante organização. Vale ressaltar que o Código deveria ser cumprido. Se ocorresse o contrário, a tripulação poderia punir como desejasse o infrator.

Abaixo, confira os artigos que faziam parte do Código de Conduta Pirata:

I – Todos os homens têm voto nos assuntos do momento e têm igual direito a provisões frescas ou a licores fortes, a qualquer momento desejado e podem usá-los a seu bel-prazer, a não ser que escassez torne necessário, para o bem de todos, votar o racionamento.
II - Todos os homens só têm de ser chamados no seu turno, seguindo a lista, pois eles podem, nos seus turnos, descansar e fazer algo livremente, mas se eles defraudarem a Companhia no valor de um dólar no prato, jóias ou dinheiro, têm o castigo de serem abandonados numa ilha deserta. Se o roubo ocorrer apenas para com qualquer outro marinheiro da tripulação, eles contentam-se cortando as orelhas e o nariz ao culpado, e deixando-o numa costa inabitada, não num sítio qualquer, mas num sítio onde navios o possam encontrar.

III - Nenhuma pessoa pode jogar às cartas ou aos dados por dinheiro.

IV - As luzes e as velas têm de ser apagadas às oito horas da noite. Se alguém da tripulação, depois dessa hora, quiser continuar a beber, terá de o fazer no convés.

V - Têm de manter as suas peças, pistolas e restantes armas limpas e prontas para batalhas.

VI - Nenhum rapaz ou mulher é permitido(a) estar entre homens. Se algum homem for encontrado a seduzir ou a fazer sexo, e levá-la até ao mar, disfarçando, ele sofrerá a morte.

VII - Quem abandonar o seu navio ou o posto de combate deverá ser castigado com a morte ou ser abandonado numa ilha deserta.

VIII - As disputas de todos os homens devem ser terminadas em terra com os alfanjes.

IX - Nenhum homem pode falar em desistir da vida de pirata, sem antes ter partilhado 1.000 libras (£1.000 ou 1.000 libras é o equivalente a cerca de 1.473€). Se, para isso, algum homem tiver de perder um membro, ou tornar-se incapacitado para o seu serviço, ele teria de ter 800 dólares (cerca de 628,61€), fora do armazenamento público, e por ferimentos, proporcionalmente.

X - O capitão e o contramestre têm de receber dois quinhões do saque. O imediato, o mestre, o oficial e o homem de armas, um quinhão e meio, e outros oficiais, um quinhão e um quarto.

XI - Os músicos podem descansar no dia religioso de Sabbath (Sábado entre os judeus, Domingo entre os cristãos), apenas à noite, mas nos outros seis dias e noites, não poderão descansar sem um favor especial.

Alguns Piratas Famosos

Bartholomew Roberts

Bandeira do Bartholomew Roberts e um desenho do pirata
Conhecido também como “Bart, o Negro”, Bartholomew Roberts nasceu em 1682 e ficou conhecido por viajar pelas regiões das costas Norte e Sul americanas. Atuou como pirata durante pouco tempo, apenas dois anos e seis meses, no entanto possuía a reputação de homem severo e rigoroso, sempre mantendo em ordem seu navio. Ao ser traído por sua mulher, viu na pirataria um refúgio e esperança para dias melhores. Com uma aparência suave, portando sempre um crucifixo de diamantes, Bartholomew foi responsável por afundar mais de 400 navios. Ao contrário da maioria dos piratas, não gostava tanto de bebidas alcoólicas, primando sempre chá. O diferencial de Bart é que ele procurava ser sempre justo com a sua tripulação e prisioneiros.

Edward Teach
Edward Teach ou “Barba Negra” foi um dos destaques piratas da sua época. Nascido em 1688, em Bristol, ficou conhecido por impor medo aos seus inferiores, inclusive sua tripulação, era bastante severo e possuía uma aparência de psicopata. Sempre andava com todas as armas possíveis, como pistolas e facas. Seu instinto “louco” apenas fazia com que as pessoas o temessem. Apesar de existir um Código que regulava as condutas dos piratas, como já deve ter sido conferido por você, Barba Negra fez questão de criar seu próprio conjunto de regras. Edward morreu relativamente jovem, em 1718, aos seus 30 anos, quando teve um fim cruel: seu corpo foi decapitado e sua cabeça pendurada no mastro principal de seu navio, o “Queen Anne Revange”. Embora tenha morrido logo, a sua fama continuou, principalmente devido aos boatos de seu tesouro, que nunca foi encontrado por ninguém.

John Rackham

Bandeira do John Rackham e um desenho do pirata
Mais conhecido por sua bandeira do que por sua fama como pirata, John Rackham, ou Calico Jack, como era chamado, viveu durante o século XVIII. Embora, de acordo com o que diziam antigamente que mulheres não traziam sorte à tripulação, Calico deu oportunidade a duas das melhores piratas conhecidas até hoje: Mary Read e Anne Bonny, com quem manteve um caso amoroso. John morreu em 1720, quando foi executado, juntamente com a sua tripulação. Correm boatos que apenas as mulheres, Mary Read e Anne Bonny, sobreviveram, já que alegaram estarem grávidas. Vale ressaltar que a famosa bandeira de John Rackham pode ser vista no filme “Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra”.

Anne Bonny
Ao lado de Mary Read, Anne Bonny tornou-se a mulher pirata mais famosa até hoje. Mantendo um caso com o pirata Calico Jack, Anne era casada com James Bonny, um notável informante do governador Woodes Rogers, de Bahamas. O adultério de Anne trouxe algumas complicações para a tripulação do navio do pirata Calico Jack. Apesar de possuir a leveza de uma mulher, Anne era vista como bastante perigosa por todas as pessoas, que pareciam temê-la acima de tudo. Ela conseguiu se infiltrar na tripulação comandada por Jack ao se vestir de homem. Assim como os outros comandados pelo pirata citado, Anne teria sido executada, no entanto, alegou estar grávida e sobreviveu.

Curiosidades

- Os objetos que os piratas mais apreciavam roubar eram os feitos de metais preciosos, tais como ouro e prata, além de jóias e dinheiro.

- Em sua grande parte, os piratas estavam mais preocupados em gastar todas as riquezas que obtinham do que em guardá-la.

- Algumas peças de vestimenta eram mais comuns entre os piratas. Para ilustrar essa idéia, basta conferir os filmes figurados por piratas, principalmente a franquia “Piratas do Caribe”. Nela, os saqueadores de mares aparecem sempre vestindo chapéu, calças, casacos, sapatos de fivelas e uma espécie de pano/faixa utilizada para guardar suas armas.

- Como não existiam médicos entre a tripulação dos navios, os piratas que sofressem algum tipo de ferimento e fossem obrigados a ter suas partes do corpo amputadas, se “consultariam” com o cozinheiro da embarcação, que logo, de maneira nem um pouco delicada, poria fim ao membro defeituoso.

- Ao contrário do que pensa a maioria, o capitão de um navio pirata era escolhido democraticamente, através de uma votação. Portanto, fica claro que não existia uma imposição de quem deveria chefiar ou não a tripulação.

- Constantemente, sabiam notícias de que um navio havia sido empestado por doenças, tais como a Peste Negra, fazendo com que muitos piratas morressem cedo.

- As refeições encontradas nos navios não eram as mais desejadas. Enquanto permaneciam no mar, os piratas comiam carne podre, biscoitos roídos por ratazanas que podiam trazer a Peste Negra citada anteriormente, entre outros. Todavia, visando uma espécie de compensação, planejavam beber e comer sem preocupações quando se encontravam em terra firme.

- Aquele pirata que abandonasse o seu navio teria como castigo a morte ou então o abandono em uma ilha deserta.

- Antes de ser executado, John Rackham foi perguntado se gostaria de proferir algumas últimas palavras. Revoltado com a indagação, o famoso Calico Jack simplesmente disse: “Quem você pensa que é? Por acaso Deus lhe deu o direito de decidir o meu destino e de meus homens? Pegue suas palavras pomposas e as enfie no lugar de seu corpo em que o sol jamais bate. Encontro você em outra vida. Adeus”. Corajoso, o rapaz, não?

- Para quem não sabe, pirata é diferente de corsário. O primeiro é alguém que pratica atividades ilícitas, saqueando qualquer navio que aparecer, enquanto o segundo recebe permissão do seu governo para atacar navios de países inimigos.

- Existiam vários tipos de navios piratas, entre eles, Barca, Brigue, Caravela, Escuna e Fragata, que variavam de acordo com tamanho, velocidade, tripulação e armamento.

- Cada pirata usava uma bandeira específica. Através de sua bandeira, o pirata criava uma espécie de marca registrada para impor medo por onde passasse.

- As bandeiras mais comuns eram as que possuíam um fundo preto, embora também fossem utilizadas as com fundo vermelho.


Filmes de Piratas
(Por Lais Cattassini)

A pirataria foi imortalizada pela literatura e apimentada pelo cinema. Não estamos falando aqui de cópias ilegais de filmes, CDs, mas sim de filmes que retratam a vida e as aventuras dos “terrores” dos oceanos. O que a história criou os livros, e a indústria cinematográfica por conseqüência, mistificaram e levaram a todos os amantes do cinema fantásticas representações da vida no mar.

Desde o início da arte cinematográfica filmes sobre piratas surgem. Os símbolos básicos estão, quase sempre, presentes: papagaio, perna de pau, tapa-olho, espada. A verdade é que, ao tentar retratar algo mais realista, sem os pequenos detalhes que agora caracterizam o gênero, o publico não se identificaria. Após uma série de sucessos envolvendo as grandes inovações visuais e cenas de ação invejáveis, Hollywood errou... Cometeu alguns pecados que acabaram por afundar (com o perdão do trocadilho) o gênero. Até que surgiu Piratas do Caribe, para retomar tudo o que fora esquecido.

O Cinema com Rapadura fez uma seleção de filmes de piratas. Os filmes listados são considerados os melhores pelos fãs do gênero e são os responsáveis pelas características mais adoradas da trilogia Piratas do Caribe. Confira:

* Piratas de Perna de Pau (Abbott and Costello meet Captain Kidd) (1952):
A dupla cômica Bud Abbott e Lou Costello (“Abbott e Costello e o Pé de Feijão”) iniciam sua aventura em Tortuga (também presente em Piratas do Caribe), uma carta é trocada por um mapa do tesouro, levando os dois à Ilha da Caveira para encontrarem o que mostra o mapa.
* Contra Todas as Bandeiras (Against All Flags) (1952):
Errol Flynn (“As Aventuras de Robin Hood”) é Brian Hawke, um oficial britânico infiltrado na pirataria. Romance e ação não faltam nesse clássico do cinema.
* O Cisne Negro (The Black Swan) (1942):
Tyrone Power (“A Marca do Zorro”) é um pirata encarregado de salvar uma dama (Maureen O'Hara, de “Como Era Verde Meu Vale”) em perigo.
* O Fantasma do Barba Negra (Blackbeard’s Ghost) (1968):
Uma comédia dos estúdios Disney sobre o famoso pirata Barba Negra que retorna do passado, amaldiçoado por sua esposa. Para quebrá-la ele precisa, pela primeira vez na vida, fazer uma boa ação.
* Capitão Blood (Captain Blood) (1935):
O filme mais lembrado de Errol Flynn conta a história de um médico (Flynn) sentenciado à escravidão por ter ajudado um rebelde. O Dr. Peter Blood consegue escapar e, ao lado de piratas em um navio, procura vingança.
* O Falcão dos Mares (Captain Horatio Hornblower) (1951):
Gregory Peck (“Moby Dick”) é o capitão Horatio Hornblower, oficial britânico que precisa impedir Napoleão. Sua missão sofre imprevistos e, durante a viagem para a América Central, com o princípio de provocar uma revolução, ocorrem batalhas marítimas e romances piratas.
* Capitão Kid (Captain Kidd) (1945):
Este filme guarda algumas semelhanças com o primeiro “Piratas do Caribe”. O capitão William Kid é um famoso e esperto pirata que se envolve, com o apoio do rei, em uma viagem em busca de um tesouro. Ele então se encontra com Orange Povey, um pirata que havia abandonado em um recife, com a esperança de nunca vê-lo novamente.
* Fogo Sobre a Inglaterra (Fire Over England) (1937):
As relações entre Espanha e Inglaterra estão com problemas, devido ao grande comércio marítimo. A rainha envia então Michael Ingolby (Laurence Olivier, “Rebecca”) para tentar solucionar o problema. A paixão de Ingolby por Cynthia (Vivien Leigh, “... E O Vento Levou”) o motiva.
* O Pirata de Porto Belo (Long John Silver) (1954):
Uma seqüência para o também clássico “A Ilha do Tesouro”. Long John Silver vai em busca do pirata rival Mendoza, que seqüestrou a filha do governador de uma ilha caribenha e também o jovem Jim Hawkins, também personagem de “A Ilha do Tesouro”. Lembra algo?
* O Mestre da Vingança (The Master of Ballantrae) (1953):
Mais um filme de Errol Flynn, mestre da espada. Nessa história ele é um lorde escocês afastado de sua família que se une à pirataria.
* Corsário dos Sete Mares (Raiders of The Seven Seas) (1953):
Barbaroosa, interpretado por John Payne (“Milagre na Rua 34”), reúne prisioneiros espanhóis para formar sua tripulação pirata. Ele também seqüestra uma jovem nobre e se apaixona por ela, sendo perseguido pelo noivo da moça.
* Gavião dos Mares (The Sea Hawk) (1940):
Último filme de Errol Flynn de nossa lista. O astro é Geoffrey Thorpe, um pirata contra os espanhóis e a favor da Inglaterra. Em suas aventuras, que envolvem roubar jóias e tesouros, o capitão se apaixona por uma jovem, Dona Maria. O tesouro que mais deseja se torna o coração da moça.
* A Ilha do Tesouro (Treasure Island) (1972):
Esta versão para o cinema do clássico livro de Robert Louis Stevenson possui um importante diferencial: a presença de Orson Welles no papel do carismático vilão Long John Silver. Jim é um jovem que descobre um mapa do tesouro e se une a uma tripulação de piratas em busca da recompensa.

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